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Negócio

A segunda maior corrida ao pote de ouro depois do Viagra…

Quase todas as farmacêuticas de peso intensificando seus preparativos para ingressarem com tudo no novo business do emagrecimento. As tais das “injeções mágicas”. Mais conhecidas como Ozempic, um gol de placa do laboratório dinamarquês Novo Nordisk, criado originalmente para o tratamento de diabetes, e mais que beneficiada pelo Serendipty, Serendipismo. Atirou no que viu, e acertou no que não viu, fenômeno semelhante ocorrido com o Viagra. Agora uma repetição do mesmo acontecimento, quando a patente do Viagra chegou ao fim em 2010, e dezenas de novos concorrentes invadiram uma praia/mercado durante anos exclusiva da Pfizer. A patente do Ozempic termina em 2026, e em preparativos de guerra, neste momento, e pelo que vem vazando, uma EMS construiu uma nova fábrica em Hortolândia para seu genérico do Ozempic, com o princípio ativo semaglutide. A Hypera acelerou sua contagem regressiva. E, em declarações a imprensa, João Adibe da Cimed, falou sobre uma tal de Caneta Amarela chegando ao mercado em 2026… Lembrando, meses antes do Viagra/Pfizer perder a patente, a farmacêutica decidiu reduzir significativamente o preço do Viagra – 50%! – obrigando todas as farmacêuticas que replicaram o produto, a praticar aqui no Brasil preços, no mínimo, 35% abaixo do remédio de referência… Em Tempo, no ano passado, o medicamento mais vendido no Brasil foi o Ozempic – R$3,1 bi. O segundo colocado foi o Glifage XR, com R$809 milhões… Dá pra entender a corrida…
Blog do Madia

Diário de um Consultor de Empresas – 30/09/2022

QUEM SABE CRIA, E QUEM NÃO SABE, FARMACÊUTICAS BRASILEIRAS, COPIAM. Até quando?
Negócio

Decisões equivocadas e sob forte emoção

Dentre os 100 produtos farmacêuticos, os tais de remédios mais consagrados, Nebacetin, do laboratório Takeda, merece uma posição de destaque. Não chega a ser nem um Bombril, nem uma Aspirina, mas é um santo remédio para algumas das patologias relacionadas à pele. Desde a lei dos genéricos, e com algumas farmacêuticas oferendo nova versão com o mesmo princípio ativo, e por um valor menor, não sobrou outra alternativa para o Takeda que proceder a uma revisão para baixo e sensível em sua política de preço. Independentemente dessa nova variável, o fato é que anos atrás a Cimed decidiu brigar de frente com o Nebacetin, e batizou sua alternativa como Nebacimed, uma espécie do Nebacetin da Cimed. E aí começa uma longa batalha judicial do Takeda contra a Cimed, e que terminou finalmente, em decisão do Superior Tribunal de Justiça, e que julgou improcedente a ação pela gênese da denominação do Takeda, e que se inspira no princípio ativo, “sulfato de neomicina e bacitracina zíncica”. Conclusão, muito dinheiro e muito tempo perdido. Tudo o que o Takeda deveria ter feito, ao invés de perder tempo, energia e dinheiro batendo às portas da Justiça sem sucesso, era recorrer a todas as ferramentas do marketing e do branding, blindando completamente sua marca, e seu santo remédio, do ataque medíocre de todos os seus demais concorrentes. Como ao que a Cimed, também equivocadamente, recorreu e procedeu. Mas não tem jeito, quando baixa a tal da “criatividade espertalhona” de um lado, e do outro ao invés da sensibilidade, inteligência e sabedoria, prevalece a emoção e a raiva, dá no que deu. Perda de tempo, energia e dinheiro para as duas partes. Fizeram por merecer, e fica a lição para todas as demais empresas. Lembram do velho provérbio, “mais vale um bom acordo do que uma longa, absurda, insuportável e desgastante contenda”. É por aí…
Blog do Madia

Diário de um Consultor de Empresas – 29/07/2021

BRIGAS INÚTEIS, PERDA DE TEMPO, FALTA DE BRANDING. TAKEDA X CIMED NEBACETIN X NEBACIMED