Tag: embraer

Negócio

A impressionante e consistente recuperação da Embraer

Depois de conviver nos últimos anos com crises decorrentes da compra e, depois, devolução de sua maior parte pela Boeing, dos dois anos de pandemia, de reposicionar-se e ter que resgatar competências que imaginava não precisar mais, e ainda olhar para o futuro em direção ao revolucionário negócio dos Carros Voadores, os Vtols, a Embraer segue em sua marcha de resgate das posições perdidas, e na busca da conquista de novos territórios. E por enquanto, com grande sucesso. Como reconhecimento o mercado aplaude e corre atrás de suas ações que semanas atrás, e em apenas um dia, subiram 8%. Dentre as provas do sucesso, um novo contrato para a fabricação de 150 Vtols para uma empresa aérea inglesa, e mais US$1,56 bi de encomendas de seus jatos pela canadense Alaska Air. E centenas de cartas de intenções de empresas clientes na Feira de Famborough (Farnborough) Airshow. Bom ver uma empresa suportar com resiliência e galhardia armadilhas do destino, desistência bilionária da Boeing, e fazer, magistralmente, uma espécie de Turnaround – levanta, sacode a poeira, da volta por cima – repito, com maestria. Uma empresa, forte e resistente pela sua gênese, e que se revela, cada vez mais, diante de sua capacidade de recuperação, e simplesmente, única.
Blog do Madia

Diário de um Consultor de Empresas – 22/10/2024

A vigorosa e consistente recuperação da EMBRAER, depois do episódio BOEING.
1
Negócio

Aviação: o desafio é externo, e não interno, às companhias

Chegou a ser comovente a matéria do VP de Finanças da Azul a Angelo Verotti da revista Dinheiro, meses após a pandemia. Conta de como vem contando tostões na tentativa de trazer a empresa sob controle em algum momento do futuro, mesmo porque o rombo provocado pela pandemia vai precisar de muitos anos, caso tudo der certo, para cicatrizar. Mas, essa possibilidade é, ainda assim, menor do que a de dar errado… Como conta Alexandre Malfitani, VP de Finanças da Azul, nenhum esforço tem sido preterido no desafio de recuperar a empresa. Dentre outras medidas, um grupo mais voltado para internalização dos serviços de manutenção, outro para a renovação da frota, e um terceiro para um aumento significativo na produtividade dos colaboradores. Possibilidade de dar certo mínima, diante dos tradicionais e seculares desafios externos que caracterizam a gestão das empresas aéreas, mas, não existem outras alternativas. No tocante a internalização da manutenção hoje a empresa possui uma equipe de 360 pessoas trabalhando direto num hangar em Campinas. Segundo ele, só o fato de não precisar levar o avião para manutenção no exterior, já significa uma grande economia, sem contar os dias parados. E os brasileiros do hangar ganham em reais, não em dólar. Outra medida da maior importância é a substituição na frota dos modelos E1 pelos E2 da Embraer. Segundo ele, essa troca significa uma economia no consumo de combustível de 20%, uma economia de R$800 milhões. Ao invés de 4,0 bi, 3,2 bi. Idem em investimentos no aprimoramento do sistema de gestão com mais outro tanto de economia e ganhos de produtividade. Assim, e se tudo der certo, e se as circunstâncias não conspirarem contra, a Azul, como todas as demais empresas aéreas do mundo, em maiores ou menores proporções, não consegue definir com precisão em que momento conseguirá tapar os descomunais prejuízos e furos decorrentes da pandemia. Não acreditamos no resgate de uma sustentabilidade mínima antes de 2025. E, total, se conseguirem, não antes de 2028…
Blog do Madia

Diário de um Consultor de Empresas – 27/02/2024

Hoje, atualizando a todos sobre os carros voadores que, em dois anos, começam a mudar a paisagem do mundo, e do Brasil…
Blog do Madia

Diário de um Consultor de Empresas – 20/10/2023

Um novo, poderoso e desafiador fabricante no território dos grandes aviões. BOEING e AIRBUS de olho.
Negócio

Milagres, às vezes, excepcionalmente, acontecem

E assim, e praticamente contrariando todas as previsões, a Embraer conseguiu “levantar, sacodir a poeira, e dar a volta por cima”. O chamado turnaround. Ainda não concluído, mas com enormes probabilidades de sucesso. Amargou a tempestade perfeita. Depois de vender parte substancial da empresa à Boeing, onde era uma protagonista exuberante e tendo um único concorrente, a Bombardier, viu sua nova sócia e controladora mergulhar numa crise infinita, na medida em que a aposta de maior sucesso da Boeing, onde concentrava 80% de suas esperanças em relação ao futuro, revelou-se o maior fracasso da indústria da aviação. O malfadado e sabe-se lá por quem amaldiçoado, Boeing 737 Max que não fez outra coisa que, e ao invés de voar, decolar e despencar, matando centenas de passageiros, e colocando sobre severas restrições a competência da gigante americana. Diante desse fato, a Embraer que já se organizava como uma nova empresa, sem parte expressiva do que vendeu a quase totalidade para a Boeing, teve que receber de volta, brigar na justiça na tentativa de uma mais que justa compensação, e se reconstruir e reposicionar radicalmente. E aí, como se costuma dizer, e numa tempestade mais que perfeita, veio a pandemia que terminou de derrubar, metaforicamente, todos os aviões que estavam no ar, impedindo os demais que tentaram decolar, e cancelando durante meses a atividade da aviação comercial. Em verdade, e quando eclode a pandemia, e diante da desistência da Boeing, a Embraer já mergulhara em sua maior crise. E como acontece em circunstâncias como essas, e diante de terra literalmente arrasada, não existe outra alternativa que parar, refletir, enfrentar os desafios, e se repensar por completo. E foi o que fez, com competência e sensibilidade, a Embraer. Conclusão, iniciou 2022 com a sensação de ter contido sua pavorosa destruição, e respira, e volta a merecer a atenção, simpatia e confiança dos investidores, assim como e principalmente dos gestores de investimentos. Conclusão, o supostamente impossível, agora demonstra-se possível e com boas, quase ótimas, perspectivas pela frente. Dentre as iniciativas tomadas para superar o vendaval, a Embraer se reestruturou, repensou seu futuro, onde verdadeiramente poderia ser e seguir competitiva, sem jamais perder de vista a componente inovação. Assim e hoje vê suas ações que chegaram a bater no fundo do poço em abril de 2020, cotadas a R$7,86, fechou o ano de 2022 com uma valorização de quase 200%, ao redor dos R$23. Portanto, e além de se reorganizar em termos de negócios e gestão, a Embraer recebeu de volta o que vendeu, e que de certa forma era sua joia da coroa. Os modelos E175 em diferentes configurações que fabrica para a aviação regional, onde segue sendo a empresa líder mundial. E por ser a empresa líder, e ter que prestar serviços, tem uma receita cativa que corresponde a quase 30% de todas as suas receitas, e onde trabalha com uma ótima margem. Seu projeto C-390, com alguns tropeços iniciais – cargueiro militar e maior aeronave já desenvolvida pela empresa – ultrapassou a etapa de investimentos pesados e mais correções necessárias, e agora deverá se converter em boa fonte de novas receitas. E de olho no futuro próximo, é uma das grandes atrações em todo o mundo no novíssimo território dos eVTOLs, veículo elétrico de pouso e decolagem vertical. O reconhecimento da sua competência levou a Embraer, e sua empresa aérea Eve, que produz seu modelo de VTOL, a fazer uma fusão com a americana Zanite, e abrindo o capital, mas Bolsa de Nova York.. Em síntese, amigos, foi mais ou menos o que aconteceu com uma empresa que chegou literalmente à beira do precipício, mas, e diante da competência e sensibilidade de seus líderes, conseguiu tornar-se de um dos melhores exemplos da canção espetacular do genial e saudoso Paulo Vanzolini, e que diz: “Ali onde eu chorei Qualquer um chorava. Dar a volta por cima que eu dei Quero ver quem dava…”. É raro, quase impossível, mas, às vezes acontece. Uma quase condenada à morte escapou. Embraer.
Blog do Madia

Diário de um Consultor de Empresas – 01/06/2023

O quase impossível aconteceu. Menos pelos desafios técnicos e operacionais. Mais pela crise de imagem. O BOEING 737 MAX renasceu.
Blog do Madia

Diário de um Consultor de Empresas – 18/05/2023

Depois de assimilar duros golpes, incluindo a devolução pela BOEING da parte que vendeu para a gigante americana, a EMBRAER, de forma gradativa e consistente, vai dando a volta por cima.
1
Blog do Madia

Diário de um Consultor de Empresas – 10/02/2023

A MISSÃO “QUASE IMPOSSÍVEL” das Empresas Aéreas de todo o mundo no pós-pandemia.
Blog do Madia

Diário de um Consultor de Empresas – 04, 05 e 06/06/2022

O quase impossível, às vezes, poucas vezes, acontece. Não obstante todos os acidentes de percurso, a EMBRAER, gradativamente, reencontrando seu caminho de sucessos, glórias, realizações.
1