Tag: #táxi

Negócio

Se beber não dirija; porque se bater, a seguradora não paga

São centenas de casos em que motoristas bêbados acabaram batendo seus carros, e meses depois conseguiram fazer valer suas apólices de seguro. A razão para que isso acontecesse é que a seguradora desconhecia que seu segurado estava alcoolizado. Mas quando a seguradora consegue a comprovação, a apólice de seguro perde a validade. Via de regra, nas apólices e nos contratos de seguro tem uma cláusula que diz que fica expressamente excluída a cobertura e decorrentes pagamentos quando o motorista por ação ou omissão agravar os riscos… Na maioria das situações, repito, o motorista segurado evita de ser comprovada sua embriaguez, a seguradora não consegue comprovar, e acaba sendo ressarcido. Mas em todos os julgamentos onde ocorre a comprovação os segurados perdem. Ainda agora, na 1ª Câmara Civil do Tribunal de Justiça de Santa Catarina a decisão deu ganho de causa à seguradora que se recusou a fazer o pagamento, na medida em que e submetido ao bafômetro acusou um índice de 0,54 mg/l de álcool no sangue. Portanto, e todos nós em momentos de festas, comemorações e celebrações, onde é natural algum consumo de álcool, de duas uma: ou não bebemos e vamos em nossos próprios carros, ou bebemos, mas, pegamos carona ou chamamos um táxi…
Blog do Madia

Diário de um Consultor de Empresas – 20/01/2022

A HORA DA VERDADE APROXIMA-SE. Uber, 99 e demais aplicativos de transporte, por tudo o que fizeram e demonstraram até agora, não param em pé. São insustentáveis.
Blog do Madia

Diário de um Consultor de Empresas – 02/12/2021

UBER, tudo leva a crer, jogando a toalha a respeito do “business” onde se originou. Seu CEO, entusiasmado com os ventos da pandemia, ensandeceu… E assim, o UBER, afunda mais a cada novo dia. É uma espécie de TITANIC da NOVA ECONOMIA. A diferença é que vai afundando aos poucos…
Negócio

Procurando nemos

Ou melhor, taxistas de todas as cidades do mundo procurando por nós, nemos, passageiros. Desde março de 2020, os motoristas de táxi resistentes, teimosos, e muito especialmente os que não conseguem ficar em casa parados caso contrário a cabeça esquenta e acabarão com seus casamentos, saem todas as manhãs à cata de passageiros. Normalmente, e antes de março, e mesmo com a concorrência do Uber e assemelhados, os taxistas de uma cidade como São Paulo terminavam o dia fazendo entre 12 e 22 corridas, e entre R$ 300 e R$ 400 reais de faturamento. Hoje, com sorte, uma corrida de manhã, outra ou duas à tarde, e voltam para casa com menos de R$ 10 no bolso, na medida em que gastaram o restante em alimentação e combustível. Essa não é uma realidade exclusiva de nosso país. Isso vem acontecendo em maiores ou menores proporções em todos os países e principais cidades do mundo. Em Londres, que se notabilizou pela inteligência de ter um único e mesmo modelo para todos os táxis, criado e desenvolvido exclusivamente para ser táxi, facilitando a vida dos motoristas e garantindo o maior conforto para os passageiros, os tradicionais carrinhos pretos, praticamente… Desapareceram das ruas. Diferente do que acontece nas demais cidades onde os táxis são carros comuns convertidos, as empresas proprietárias dos carrinhos pretos, donas das frotas, não têm o que fazer com os milhares de automóveis devolvidos… Falando ao The New York Times, meses atrás, Steve McNamara, secretário-geral da associação de motoristas de táxis licenciados da cidade de Londres, disse, “Somos o único ícone que sobrou de nossa cidade, Londres… E nesse ritmo, teremos desaparecido por completo em no máximo três anos…”. Impossível pensar-se em Londres sem aqueles milhares de carrinhos pretos cruzando as ruas da cidade… Impossível não nos emocionarmos e carregarmos muita tristeza em nossos corações, pelos lugares, pessoas, e momentos queridos que perdemos para sempre nesta terrível pandemia. Fernando Pessoa, décadas atrás, celebrou esses pontos de referências de nossas vidas. Lembram, numa poesia chamada Tabacaria. Dizia: “Cruz na porta da tabacaria! Quem morreu? O próprio Alves? Dou ao diabo o bem-estar que trazia. Desde ontem a cidade mudou. Quem era? Ora, era quem eu via. Todos os dias o via. Estou agora sem essa monotonia. Desde ontem a cidade mudou. Ele era o dono da tabacaria. Um ponto de referência de quem sou. Eu passava ali de noite e de dia. Desde ontem a cidade mudou. Meu coração tem pouca alegria, E isto diz que é morte aquilo onde estou. Horror fechado da tabacaria! Desde ontem a cidade mudou. Mas ao menos a ele alguém o via, Ele era fixo, eu, o que vou, se morrer, não falto, e ninguém diria. Desde ontem a cidade mudou…”. É isso, amigos. Segue a vida. Mas vamos sentir muitas saudades de todas as referências que perdemos nos últimos 18 meses. E sem essas referências, mesmos vivos, também morremos um pouco. Nós, sobreviventes da Covid–19, daqui para frente e para sempre, com a sensação de que esquecemos ou perdemos alguma referência pelo caminho, que está faltando um pedaço em nós. Quem sabe um dedo… Talvez uma perna inteira… E volta e meia nos distraindo e desejando parabéns e muitos anos de vida nas redes sociais, para queridos amigos que não moram mais aqui, mas nossa memória, sabe-se lá por quais razões, recusa-se a dar baixa.